Há males que vêm para o bem

O tratamento ‘natural’ é uma abordagem distinta para a saúde e cura que reconhece o animal como um todo. Nessa abordagem, a “doença” é definida como a falta de saúde que resulta quando qualquer célula não está funcionando com toda sua capacidade, devido a um trauma, toxicidade, falta de comunicação ou mesmo a combinação desses fatores.

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cat-1539610_1280Saúde não é necessariamente a ausência de doença. Antes de mais nada, ela é uma condição de equilíbrio universal em todos os níveis: físico, emocional e mental.

O tratamento ‘natural’ é uma abordagem distinta para a saúde e cura que reconhece o animal como um todo. Nessa abordagem, a “doença” é definida como a falta de saúde que resulta quando qualquer célula não está funcionando com toda sua capacidade, devido a um trauma, toxicidade, falta de comunicação ou mesmo a combinação desses fatores.

Qualquer estresse, seja ele a falta de nutrição adequada, um bombardeio de poluição e toxinas, a falta de descanso suficiente etc., é capaz de derrubar a saúde resultando em doença. O corpo paga o preço por violar as leis da natureza (já falei sobre elas em outro momento, mas vale lembrar: nutrição, exercício, água, sol, ar fresco, descanso, moderação e fé).

Sob esse olhar, uma doença não é ‘pega’, mas sim facilitada quando o corpo está fraco ou suscetível.

Daí a importância da nutrição adequada, dos exercícios regulares, da ingestão de água, do descanso, e por aí vai, para formar uma barreira de proteção contra qualquer mal.

À medida que você leva o seu animal de estimação para um caminho mais natural, a fim de melhorar a sua saúde, como parte do processo de cura, o corpo começa a descartar resíduos tóxicos que se acumularam ao longo do tempo. Lembre-se que corpo vai sempre, e naturalmente, buscar o equilíbrio de suas funções, de sua homeostase.

Devo dizer, nenhum processo ocorre sem repercussões.

Durante a fase inicial de qualquer tratamento natural, o corpo precisa limpar a casa, por assim dizer, e o primeiro passo é jogar fora toxinas acumuladas.

Essa fase, referida em inglês como the healing crisis (em português, a crise da cura), é definida dessa forma simplesmente porque o corpo apresenta sintomas semelhantes a uma doença, quando entra em crise para reestabelecer a sua energia vital e reparar os órgãos internos.

O que acontece nesses momentos, nada mais é do que o trabalho sinergético de todos os sistemas para eliminar resíduos de produtos ou toxinas para a regeneração interna. Em outras palavras, tecidos velhos estão sendo substituídos por novos.

A diarreia é um dos sintomas que seu animal de estimação pode experimentar quando seu corpo começa a eliminar toxinas acumuladas.

Ao contrário do que pensamos, ela não é uma vilã, tampouco uma doença. Ela é um sintoma que faz parte da desintoxicação. Um sinal de que o corpo está eliminando o que não está legal.

É comum ocorrer quando da mudança de um modelo de dieta, picos hormonais, nervoso, medicação, ou mesmo ingestão de bactérias estranhas ao organismo.

Assim sendo, a diarreia é uma defesa natural e, antes de mais nada, uma grande aliada da saúde.

Um dia ou dois não faz mal e até ajuda. Depois disso, a casa já está limpa, melhor que ela pare ou vai causar uma desidratação.

Como ajudar de modo natural?

Você já ouviu falar em “remédios para desintoxicação”?

Esses remédios nada mais são do que probióticos enzimáticos usados para reestabelecer o balanço das bactérias da flora intestinal.

A flora intestinal, cabe aqui a observação, abriga uma porção de bactérias.

São mais de 100 trilhões de microrganismos, cerca de 400 espécies diferentes de bactérias, vivendo em harmonia nesse ambiente hostil. Às várias colônias dessas bactérias damos o nome de microbioma.

Vale também ressaltar que somos iguais aos nossos bichos nesse sentido, ou seja, temos milhares de bactérias vivendo no nosso organismo.

Estudos afirmam que o microbioma é o responsável pelo equilíbrio das funções corporais, desde a produção de enzimas até a proteção de ataques externos de vírus e outros microrganismos.

É o microbioma da flora intestinal que vai acabar com a diarreia – ou começar com ela, a depender do estágio de desintoxicação.

Pensando de forma simples, se as bactérias vão ajudar, então vamos tratá-las bem, certo?

Isso mesmo. Vamos então:

  1. Mandar mais ajudantes (mais bactérias beneficiais) = pro-biótico;
  2. Mandar alimento para todos (fibras não digeríveis, mas que fermentam nos intestinos e estimulam o crescimento das bactérias probióticas) = pre-biótico.

O trato intestinal de nossos cães e gatos possuem suas próprias bactérias (mais ou menos na ordem de: 75% de bactérias ‘do bem’ para 25% de bactérias ‘do mal’) e por isso, em casos de crise aguda, o ideal é buscar por alimentos que mais dizem respeito às suas naturezas, nesse caso, probióticos à base de organismos da terra (os SBOs) são os mais recomendados.

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Tripas são excelentes probióticos naturais, que também oferecem enzimas digestivas. Alimentos como Kefir, iogurte e queijo cottage também ajudam.

No caso dos prebióticos, procure alimentos naturalmente fermentados como chucrute, ou os que fermentam no organismo tornando-se boas opções como a maçã, a banana e o cogumelo. Sempre em quantidades pequenas e, preferencialmente, ofertados em refeições diferentes, porque a depender da acidez provocada, isso pode gerar um ambiente desfavorável para as bactérias probióticas.

Outros alimentos que ajudam no reestabelecimento do organismo em casos de diarreia são os caldos caseiros. Um bom caldinho de carne ou galinha, que pode até ser preparado com os ossos, desde que esses sejam retirados na hora de servir, ajudam a hidratar além de fornecerem vitaminas importantes para a produção celular.

Chá de camomila com gengibre é excelente para aquecer a barriguinha dos nossos queridos bichos. Use a própria flor ou, no caso dos chás industrializados, procure os sem cafeína, prepare uma xícara com um dedinho de gengibre picado na infusão e ofereça aos poucos ao longo do dia. Os pedacinhos de gengibre podem ser comidos sem problema, essa raiz é um excelente anti-inflamatório natural.

Cães adultos se beneficiam do jejum e até deixam de comer por conta, usando de seus próprios mecanismos de sobrevivência em situações de crise. O mesmo não vale para os gatos, porque os bichanos não param sua produção de enzimas digestivas e, por isso, precisam comer menores quantidades de comida mais vezes ao dia.

Ufa! Tudo isso para dizer: há diarreias que vêm para o bem.

Muitas vezes, as crises assustam o tutor, mas é preciso lembrar que elas são uma ocorrência natural que fazem parte da desintoxicação.

Com paciência, compreensão, bons alimentos, e o bom equilíbrio do microbioma de nossos animais de estimação não há o que temer e o resultado é saúde, na certa!


Quero deixar aqui o link dos cientistas, entre eles diversos PhDs, que estão revolucionando o assunto nos EUA, ainda não traduzido para o português, mas eu tenho certeza de que as ferramentas de tradução online cumprem seus papéis nessa hora. Isso porque, esse papo todo aí vale também (e muito!) para a gente.

Precisamos cuidar do nosso ‘ambiente interno’, do nosso microbioma, ou seja, das nossas bactérias, da mesma forma que elas cuidam da gente! Papo doido? Não é não! Vai lá ver: www.ubiome.com

Sopa de osso

Receita nº 1 da série ‘Dora na Cozinha’ | Caldo de Mocotó.

Publicada originalmente no e-book do site Cachorro Natureba

Todas as vezes que preparo o caldinho de mocotó, tutano ou carne com ossos lembro do conto judaico da sopa de botão de osso. Essa é uma história sobre a fraternidade onde as pessoas, juntas, preparam uma enorme e saborosa sopa para toda uma comunidade faminta.

Assim como a sopa de botão, o caldo é uma tradição muito antiga e o resultado, uma das sopas mais nutritivas que conheço.

Aqui em casa, o meu caldinho se chama “sopa de osso” e não falta na dieta da Dora. Ela adora.

Além de ajudar na manutenção da saúde do sistema digestivo, auxilia na desintoxicação do fígado e dá uma levantada no sistema imunológico. É excelente para os ossos e articulações. Riquíssimo em minerais como: cálcio, silício, enxofre, magnésio e fósforo.

Aí vai a minha receita passo a passo.

Antes porém, uma palavra. Não se preocupe em deixar o seu caldo com o mesmo aspecto que o meu. A minha avó sempre falava: o resultado final de um prato está nas mãos de quem cozinha.

Vai ficar delicioso. Pode apostar.

Preparativos

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Para uma porção generosa, mais ou menos dois potes grandes, você vai precisar de três ossos da canela do boi.

Dica: peça para seu açougueiro cortar, assim cabe melhor na panela.

Dou sempre preferência para alimentos frescos e, sempre que possível, orgânicos.

Nessa receita, adicionei alguns dedinhos de açafrão da terra e gengibre frescos, além de uma colher de chá de pimenta preta, manjericão, cenoura e óleo de coco.

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Escolhi o manjericão por sua propriedade digestiva, e a cenoura porque é rica em Vitamina A, que ajuda na síntese do colágeno. Quer combinação mais perfeita?

Aprendi que o açafrão da terra (e também o gengibre), ingrediente básico na culinária indiana ayurvédica, que consiste na ingestão de alimentos que geram o equilíbrio e bem estar do organismo, é um santo remédio. Além de ser bom para a digestão, possui propriedades anti-inflamatórias e é um potente aliado do sistema imune. Eu sempre tenho pasta de açafrão em mãos (uma mistura de água, açafrão em pó, pimenta e óleo de coco). Aqui, eu copiei os ingredientes para conferir o mesmo valor nutricional.

Cachorro pode comer pimenta?

Sim. Sem exageros, ela é segura e, neste caso, serve para potencializar os nutrientes do açafrão. Um pouquinho de pimenta é o suficiente para aumentar a biodisponibilidade do açafrão em 2000%. Você leu certo: dois mil por cento. É como se ela fosse a encarregada de dizer ao fígado “não joga isso fora, por favor”. 

Primeiro passo: descansando os ossos, água e vinagre

Na própria panela ou numa vasilha à parte, descanse os ossos por uma hora, cobrindo-os com água filtrada e duas colheres de sopa de vinagre de maçã ou suco de limão.

A acidez do vinagre ou limão é a mágica que faz com que os minerais contidos nos ossos sejam transferidos para o caldo e é também o que ajuda a garantir a consistência gelatinosa.

Segundo passo: fervendo

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Preciso confessar algo, cozinho à olho e geralmente não sei medidas exatas, tampouco tempo. Mas juro que medi essa receita para poder detalhar. Só esqueci de contar o tempo desse segundo passo, mas eu explico. É bico, quer dizer, é sopa.

Leve os ossos com a água do molho ao fogo até levantar fervura, dessa forma, você consegue dar uma “limpada” nos ossos.

Esse não é um passo obrigatório, mas como também uso o caldo nas minhas receitas, gosto de passar por esse processo.

Levantou fervura, pronto. Passa tudo na peneira e volta tudo coado para a panela.

Terceiro passo: cozinhando por 24 horas

Agora é só acrescentar um pouco mais de água filtrada, apenas para cobrir os ossos, e os demais ingredientes, com exceção do óleo de coco.

Se estiver preparando na boca do fogão, acerte o fogo para o mínimo, bem baixo mesmo. Se o seu fogão possui aquelas chapas para distribuição de calor na panela, considere colocar o caldeirão sobre ela. Se for usar uma panela de cozimento lento, tipo slow cooker, é só acertar o tempo para 24h e esperar.

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Algumas pessoas questionam se deve mesmo cozinhar por tanto tempo e se na boca do fogão a água não seca mais rapidamente.

Quanto maior o tempo de cozimento, maior o desprendimento dos minerais dos ossos, ou seja, maior o aproveitamento de seus nutrientes. O objetivo é esse, certo? Na boca do fogão é mais complicado medir a temperatura da água durante o cozimento. O fato é, ela ferve baixinho, o que não acontece na slow cooker, por exemplo. E isso faz sim com que ela também evapore. Por isso, se você prepara na boca do fogão, precisa ficar mais atento ao cozido, apenas para garantir que ele não vai secar e grudar no fundo da panela, completando com água sempre que achar necessário. Por outro lado, vale ressaltar que, quanto mais reduzido o caldo, mais gelatinoso e firme.

Quarto passo: retirando os ossos

Você vai notar que durante todo esse tempo, o tutano (miolo) do osso já se soltou, então agora só precisa de um empurrãozinho para cair na farra, quer dizer, no caldo. As carnes e cartilagens, que porventura estiveram nos ossos, a essa altura, também estarão amolecidas e fáceis de soltar. Raspe a colher para ajudar nesse processo. Vamos aproveitar tudo!

O osso vai sair limpinho. Descarte-o.

wp_20160920_075Quero fazer uma observação quanto aos ossos.

Essa receita não é exclusiva para ossos de canela de boi. Você pode usar qualquer osso. Eu já misturei pata de frango e também já fiz com um frango inteiro, nesse caso, pulei a etapa da fervura e retirei a carne no meio do cozimento para prepara-la desfiada no lanche de meus filhos.

Seja criativo!

A criatividade é um ingrediente mágico.

Quinto passo: passando o caldo no liquidificador

Nessa etapa, você tem o caldo com todos os ingredientes em pedaços. Transfira tudo para o liquidificador, mixer ou, veja o meu caso. Preguiçosa, porque não queria lavar o copo do liquidificar (caramba! O copo do meu liquidificador é um trambolho. Pronto. Falei.), “pesquei” os pedaços com uma escumadeira para bater no mini processador. Deu certo, dá uma olhada. 

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Sexto e último passo: peneirando

Esse tamwp_20160921_006bém é um passo opcional, uma vez que você já tem um caldo bem concentrado e com todos os ingredientes bem misturados

Ah! Deixa eu te dizer algo importante. Usei a cenoura, o gengibre e o açafrão com as cascas. Elas somem na mistura. Juro.

Peneirando ou não, agora é a hora da verdade. Mentira. Eu só estou brincando com as palavras. É a hora do óleo de coco. Uma ou duas colheres rasas de sopa. Misture bem e pronto.

Por ser um óleo muito estável, o óleo de coco não perde suas propriedades se submetido a altas temperaturas.

Opto por colocar depois por pura mania. Gosto de ver a gordura mais espessa do tutano boiando na água e gosto de saber que ela está indo embora na peneira. Nada disso é prejudicial aos nossos peludos, mas como já disse, a minha sopa de osso incrementa os pratos de toda família, então eu peneiro e também coloco o óleo depois, só para garantir que ele não foi descartado à toa.

Está pronto o seu caldo! Enquanto ainda estiver quente, ele permanece no estado líquido. É no esfriamento que você vai perceber a consistência mais firme.

Você pode separar em potes e conservar na geladeira por algumas semanas ou colocar em forminhas de gelo e congelar. Assim dura por meses!

Se rwp_20160921_025enderem muitas porções, sugiro congelar em potinhos. Apenas recomendo usar os de vidro por conta do tempo em que será conservado. Não confio nos plásticos para essas coisas, nem nos que dizem ser PBA-free.

Eu uso das duas formas. Do pote da geladeira, vou tirando colheradas para as minhas receitas de carne, ensopados, e até feijão. Os cubinhos do freezer, desenformo depois de prontos e conservo dentro de um saco tipo zip.

Ofereço um por dia para a Dora. Se está calor, ela devora congelado mesmo. Se o clima está mais ameno, deixo na geladeira junto da carne dela, assim descongela sem pressa e eu posso oferecer com a refeição.

Opa! Quase me esqueci. Sabe a papa que sobra da última peneirada?

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Então, eu não a descarto. Faço um purê de legumes e acrescento essa papa. Para a Dora, claro!

Nesse aí da foto, eu usei uma receitinha da Dr. Karen Becker: uma abobrinha crua, uma mini abóbora cozida (que pode ser substituída por batata doce ou mandioquinha) e uma maçã pequena ou meia maçã.

Escolha os legumes de tamanho similar e uma maçã realmente pequena (usei metade da maçã da foto e partes iguais da abóbora e abobrinha).

Particularmente, prefiro oferecer frutas à parte das carnes e vegetais, por conta da digestão mais rápida, pois ela fermenta no organismo. A questão das frutas merece um outro texto. Prometo escrevê-lo em breve.

Por ora, não se preocupe, veja o que fiz. Deixei a danadinha no vapor (com casca e tudo) junto da abóbora, na esperança de minimizar a fermentação no estômago da Dora. Assim, ela ganhou uma chance no prato.

A abobrinha pode e deve ser usada crua, assim se aproveita melhor as vitaminas A e C contidas nela. Ela é ótima aliada na manutenção e limpeza do organismo porque contém muita água e fibras, que facilitam a eliminação de toxinas até para os nossos bichinhos.

Misture tudo até virar um purê bem uniforme. Pode até colocar uma pitadinha de sal marinho e, claro, uma colherzinha de óleo de coco.

Gente! Me bateu uma fome.

Vou indo.

Aproveitem essa delícia. Depois me contem como ficou.

A Dora pediu para deixar uma lambida. “Será dada, Dorinha”.

Eu agradeço a companhia. Cuidem-se e até a próxima aventura culinária.

[Conversa de bastidores: ufa! Depois dessa, o povo vai pensar que eu mando bem na cozinha… Será que pegou mal falar do pote do liquidificador?]


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Fabíola Donadão é redatora, escritora, tradutora, como preferir. O mais importante para ela é ser a mãe da Dorinha, a miniatura schnauzer natureba que a inspira a criar receitas “para cachorro”. As duas moram no Canadá, onde Fabíola certificou-se em Fundamentos da Naturopatia e Nutrição para Carnívoros pelo American Council of Animal Naturopathy. Além dos textos, essa humana que leva a saúde de sua peluda muito à sério, continua estudando os alimentos e suas funcionalidades em busca da qualidade de vida para cães e gatos espalhados pelo mundo. É voluntária na Sociedade de Proteção Animal, praticante de yoga, Coach em nutrição animal e Dog Walker, sua paixão e exercício diário.

Let’s talk about peanut butter

Peanut butter. Is it good for you dog?

This post was originally published on Petmeifyoucan.com 

By Fabíola Donadão

Peanut butter. Is it safe for your dog?

Before answering the question, please, allow me to talk a little bit about this type of nut, originated in South America.

Did you know that peanuts are technically not nuts? They actually belong to the legume family, therefore, related to beans, lentils, and soy.

Yes, you read it well: legume family.

Okay, what a legume is then?

A legume is a simple, dry fruit contained within a shed or a pod. The most well-known legumes are peas, beans, peanuts, and alfalfa.

Legumes are high in protein, excellent sources of minerals and fiber.

Great, huh!? So, how can these vegetal proteins, minerals and fiber help my K9 carnivore friend?

In fact, they cannot help that much. In the book Raw and Natural Nutrition for Dogs, PhD Dr Lew Olson says “plant protein do not meet your dog’s nutritional needs”. As carnivores, the best protein source for our dogs is meat of any kind. That said, plant protein does not satisfy our dogs nutritionally and, even worse, they can create a host of other problems as well. Poor quality protein, according to Dr Olson, are taxing on our dogs’ liver and kidneys and over time can cause deficiencies that may compromise even the healthiest dog’s organs.

The peanut butter matter

Sorry, but I must say, it’s not safe for your dog even if it’s just ‘a treat’.

We all know that treats are part of the diet. The closest to the Nature they are the better the diet.

I highly recommend you read the article at Dogs Naturally Magazine that answered this question pointing a few things that are definitely not safe for our companion dogs and astonishingly bad for us. Following, a summary of the main reasons on why you should avoid peanut butter retrieved from the article written by Dana Scott.

#1. Most Peanut Butter Contains Aflatoxins (Which Cause Cancer)

Aflatoxins are naturally occurring mycotoxins produced by a fungus called Aspergillus.

And peanuts have them in spades.

Mycotoxins are one of the most carcinogenic (cancer-causing) substances on the planet and they’ve also been shown to be toxic to the liver. Aflatoxin is known to cause liver cancer in laboratory animals … and it would probably do the same in your dog.

#2. Most Peanut Butter Often Contains Harmful Fats

Trans-fatty acids are one of the most toxic food substances today. Trans-fats are the result of a highly toxic process that makes foods more stable, allowing them to sit on shelves for an extremely long time. Hydrogenation is the process of taking a plant oil, adding a nickel catalyst, heating it, and then removing the nickel catalyst.

The result is a highly toxic fat that causes diabetes, heart disease and chronic inflammation.

#3. Most Peanut Butter Contains Sugar

Think of white sugar as food for all of the nasty things we take our dogs to the vet for… like yeast (candida), bacteria, parasites – and cancer! The more we eat, the more they feast!

Sugar can also cause diabetes, food allergies, premature aging and low-level inflammation. And it feeds cancer cells.

Speaking of inflammation, that’s one more reason why peanut butter isn’t a great snack choice for your dog.

While peanuts are high in good monounsaturated fats, their omega 6 to 3 ratio is terrible! One cup of peanuts contains 35578 mg of omega-6 fatty acids and only 196 mg of omega-3 fats. Omega-6 polyunsaturated fatty acids (PUFAs) can trigger inflammation, so too much is not good.  The most common inflammatory conditions in dogs include allergies and joint disease.

It’s always good to remember that everything that is packed isn’t ‘natural’ at all. If you aren’t harvesting, sorry (again), it’s not 100% natural.

For dog’s sake! That’s the propaganda! I know that from experience, working in the field for more than 15 years! The advertisement guys are really good. They must be! Companies pay millions to advertise their products. But it’s our choice to be well informed to make the best decision for our companion pets.

If you used peanut butter before or are still offering for your dog, please, don’t make this a killer tool, just think about it and give yourself a chance to change this habit. Temperance is one of the laws of health, so, take your time, read about it, empower yourself and get ready to make positive changes for you and you pets.

Kong Stuffing Healthy Ideas

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As a Carnivore Nutrition Coach, I’ll always be in favor of meat. Meat. Meat. Meat.

Minced muscle meat together with organs are, for me, the best option for Kong toys.

Once they are frozen, the microorganisms are dormant and won’t cause any damage to your dog, who pH level in the stomach is 1-2. This low pH level is ideal for quickly breaking down protein and neutralizing harmful bacteria. No need to worry!

Not sure about meat? Okay. I’ll give you another option, because I know you won’t do it every single day (will you?). You know… Meat should always be the first option.

Cantaloupe with coconut milk

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Please, choose organic coconut milk to avoid risks of sugar or any conservative in it.

You’ll need, approximately, 1 small cantaloupe with ¼ of coconut milk.

Remove the skin and discard the seeds, then cut the cantaloupe in small pieces to blend together with the coconut milk. Once you have a puree, you can use it to stuff a few Kong toys, depending on their sizes. Take them to the freezer for at least 4 hours to serve while they are still frozen.

Please, remember

Meat is the best treat. But, if you are not going with meat treats, please, use the common sense and go with moderation.

 

Resources

http://www.dogsnaturallymagazine.com/3-reasons-peanut-butter-isnt-safe-for-dogs-or-people/

Olson, Lew PhD. Raw and Natural Nutrition for Dogs. 2015. North Atlantic Books. Berkeley, California.

Lee, Jennifer. Inner Carnivore. A guide to species appropriate raw feeding for dogs and cats. 2014. Alberta, Canada.

 

About the author

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Fabíola is a Social Communications Bachelor, specialist in Public Relations. So, ‘why is she talking about Natural Diet?’

Okay, let’s start over again.

She is a dog lover, a dog walker, a dog handler, a dog person. Her lifelong love for dogs led her to complete the Natural Dog Training, Behavior & Health Certificate and the Nutrition Coach Certification for Dogs & Cats with the American Council of Animal Naturopathy.

She lives in Canada with her family and their miniature schnauzer, Dora. Today, she works at Pet Me If You Can, a dog walk and sitting company owned by her dear friend Marianne Ferroni.

Fabíola has been helping dog owners in Brazil, her native country, and Canada.

The natural path to maintain the systemic health of our companion pets has her attention. This is the subject of her studies as well as nutrition based on the Nature.

When asked what to expect for the future, she says ‘Dogs tell me every day to live in the present. This is what I’m doing with gratitude for being part of these dogs’ journey. I feel honoured for writing this story’.

O seu animal de estimação e as vacinas

Os médicos veterinários convencionais deveriam seguir o protocolo de vacinação recomendado pelo Grupo de Diretrizes de Vacinação (VGG), estabelecido pela Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais (WSAVA). Entretanto, parece haver tanta controvérsia entre as orientações fornecidas pela WSAVA e a indústria farmacêutica, que a maioria dos profissionais, no intuito de evitar problemas legais com relação à essa prática, tende seguir apenas as recomendações da indústria farmacêutica.

O texto a seguir foi extraído, traduzido e adaptado do livro “Você pode curar seu animal de estimação”, escrito pela médica veterinária Dra Rohini Sathish e pela nutricionista animal Elizabeth Whiter. (2015, pp. 261-268)

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Imagem: pixabay.com

Animal de estimação precisa ser vacinado?

O termo vacinação é definido como a administração de material antígeno (a vacina propriamente dita) para estimular o sistema imunológico no desenvolvimento de defesa contra um grupo específico ou combinado de patógenos. A primeira vacina conhecida foi desenvolvida em 1796, pelo médico britânico Edward Jenner, e protegia contra a varíola em humanos.

Ao longo dos anos, a eficácia das vacinas foi amplamente estudada e verificada, e a vacinação é hoje considerada a forma mais efetiva de prevenir doenças infecciosas. Assim como os humanos, os animais também sofrem de uma variedade de doenças infecciosas, e os avanços da medicina veterinária mostraram que protegê-los é, da mesma forma, vital. Criar imunidade para certas doenças tornou-se uma prioridade também para os nossos animais de estimação, e é por isso que a vacinação faz parte da prática veterinária atual.

A discussão sobre vacinação

Parece haver muita desinformação entre veterinários e tutores a respeito do assunto. No entanto, antes de definir sobre determinada prática, ainda acho mais importante avaliar aspectos significativos, como o estilo de vida de cada animal.

A história sobre a vacinação animal é um tanto quanto confusa. A falta de transparência – somada aos resultados de pesquisas contraditórias com relação as reações adversas, é desencorajadora. As primeiras vacinas desenvolvidas para a prática veterinária abrangiam apenas quatro doenças fatais. Hoje em dia, essa lista é vasta e a ‘indústria da vacina’ é multimilionária.

Mas, será que nossos bichos precisam de tantas vacinas?

Não há dúvidas de que os fabricantes iniciaram suas atividades por questões honrosas, e ajudaram a salvar muitas vidas, evitando epidemias etc. Entretanto, hoje em dia, existe um mercado interessado em vender vacinas para tratar enfermidades mais brandas, que não necessariamente precisariam de uma vacina para combatê-las.

É preciso atentar que, a partir dos anos 70, as vacinas tornaram-se o ‘carro chefe’ dos serviços oferecidos nas clínicas veterinárias de todo o mundo.

Agora, você já parou para pensar se o seu animal de estimação realmente precisa ser vacinado todos os anos?

De acordo com os próprios veterinários, o protocolo de vacinação foi elaborado para encorajar o tutor a levar seu bichinho para o check-up anual. Se os reforços não fossem necessários, muitos tutores talvez nem voltariam mais, deixando de lado a importância da avaliação geral de saúde.

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Imagem: pixabay.com

Mas, e o tutor responsável, que leva o seu bichinho religiosamente às consultas anuais? Até mesmo para ele é preciso insistir no reforço da vacina?

Reforços: essenciais ou nocivos?

Os médicos veterinários convencionais deveriam seguir o protocolo de vacinação recomendado pelo Grupo de Diretrizes de Vacinação – Vaccination Guidelines Group (VGG), estabelecido pela Associação Veterinária Mundial de Pequenos Animais –World Small Animal Veterinary Association (WSAVA). Entretanto, parece haver tanta controvérsia entre as orientações fornecidas pela WSAVA e a indústria farmacêutica, que a maioria dos profissionais, no intuito de evitar problemas legais com relação à essa prática, tende seguir apenas as recomendações da indústria farmacêutica.

Por outro lado, o tutor responsável está cada vez mais preocupado com os efeitos adversos, custos, e mais importante, com a real necessidade dos reforços.

Quais são, de fato, as reações adversas às vacinas? Seriam elas exatamente as listadas na especificação do fabricante? Superdosagens fazem mesmo mal à saúde dos animais de companhia? Se sim, temos provas?

Na edição inglesa do mês de junho de 2012 da revista “Dogs Naturally”, foi abordado o assunto e a maioria dos veterinários holísticos entrevistados disseram que as vacinas fazem mais mal do que bem. Alguns ainda alertam que muitas doenças de base imunológica acabam sendo desencadeadas por conta do excesso de vacinas.

Alergias, asma, doenças autoimunes, pancreatite, cardiomiopatia, epilepsia, falência renal, problemas nas glândulas anais, cistite, colite, câncer, especialmente dos linfomas, até mesmo problemas comportamentais, apenas para nomear algumas das doenças, estão todas relacionadas com o uso excessivo de vacinas.

Fibrosarcomas por vacinação em gatos estão vastamente documentados.

Quando o sistema imunológico é comprometido, fica suscetível ao ataque de germes e bactérias. É muito difícil, no entanto, provar que foi a vacina a causa da doença subsequente à esse ataque. A veterinária Dra Jean Dodds, durante anos de sua prática, levantou provas que associam doenças neurológicas (neuropatias), atrofias (deterioração muscular), falta de coordenação e convulsões às vacinas de cinomose, parvovirose e raiva. Ela também estabeleceu uma associação entre a vacinação contra a doença de Lyme, causada pela bactéria Borrelia burgdorferi (transmitida pela picada do carrapato) e a consequente deficiência nos rins e fígado dos cães. Semelhantemente, em gatos, o mesmo parece ocorrer com o uso das vacinas de cinomose (quando em doses combinadas) e o aumento da incidência de hipertireoidismo.

A questão aqui é: essas questões estão sendo levantadas ou levadas à sério?

Estudos conduzidos em ratos de laboratório e em crianças mostram que as vacinações utilizadas desde cedo estimulam a imunidade humoral, ou a formação de anticorpos para combater as doenças, mas, ao mesmo tempo, diminuem a imunidade mediada pelas células, necessárias para combater o câncer, por exemplo. Esse padrão pode continuar por toda a vida adulta do animal, resultando no aumento do risco do desenvolvimento de câncer em idade avançada.

Diretrizes para vacinação

Em 1997, o primeiro simpósio na área veterinária para discussão dos diagnósticos e vacinas reuniu aproximadamente 500 profissionais entre eles veterinários, imunologistas, epidemiologistas e cientistas na Universidade de Wisconsin, USA. Juntos, experts convencionais e alternativos, concordaram unanimemente que os reforços nas vacinas devem ser administrados a cada três anos. Não houve consenso sobre as vacinações administradas anualmente, ao contrário, todos consentiram que anualmente fosse feito apenas o teste para titulação de anticorpos, a fim de se confirmar a imunidade para determinada doença, desta forma, evitando superdosagem futura.

O Grupo de Diretrizes de Vacinação da WSAVA foi convocado em 2006 com intuito de definir uma diretriz internacional sobre a vacinação de cães e gatos com base em diversos fatores que influenciam a guarda desses animais de companhia em diferentes países, incluindo as condições socioeconômicas. Esse documento foi lançado em 2007 e revisado com rigor em 2009 e 2010. Ele foca nos dois maiores conceitos à respeito da vacinação, sendo eles:

  • Reavaliação da prática de vacinação e a importância da imunização dos grupos. O VGG observou que mesmo em países desenvolvidos, apenas 30 a 50% da população animal é vacinada, e esse percentual é ainda menor em relação aos países em desenvolvimento. Na prática médica para animais de pequeno porte, a imunização de grupos é lenta – a vacinação individual é importante, não apenas para proteger o indivíduo, mas também para reduzir o número de animais suscetíveis na população daquela região. A imunização de grupos com as principais vacinas de longa duração (que promovem a imunidade por um longo tempo) é diretamente ligada ao percentual de animais vacinados daquela população e não depende do número de vacinas que é aplicado anualmente. A conclusão, portanto, é que todo esforço deve ser feito para vacinar um bom número percentual de cães e gatos contra as principais doenças.
  • Reduzir a carga de vacina nos indivíduos a fim de minimizar o potencial risco de reações adversas às substâncias que compõem as vacinas. Por esta razão, o VGG preparou as diretrizes de vacinação de acordo com uma análise prática e racional direcionada para cada animal e região, onde propõe vacinas compulsórias (obrigatórias) e opcionais (não-obrigatórias). 

Doenças controladas por vacinas

De um modo geral (por favor, considere o risco para determinadas patologias em sua região), as principais vacinas são:

Cães

Cinomose, hepatite canina infecciosa, leptospirose, parvovirose, tosse do canil (Bordetella bronchiseptica), parainfluenza viral e raiva. Em alguns países, especialmente na Europa, a vacina contra a raiva é indicada apenas em casos de viagens ao exterior, visto que a doença está erradicada em muitos lugares.

Gatos

Enterite infecciosa, leucemia, clamidiose, gripe felina (herpesvírus e calicivírus) e raiva. Assim como os cães, a vacina contra raiva em gatos é também indicada com moderação em determinados países.

Cavalos

Herpes equina do tipo 1, influenza, tétano, arterite viral. Em laguns caso, raiva.

Coelhos

Mixomatose e doença hemorrágica viral.

A maioria dessas doenças são fatais. E apesar dos cuidados veterinários, causam sofrimento e, muitas vezes, danos irreparáveis.

A imunidade natural pode se desenvolver sem a vacinação. Mas, para que ocorra, primeiro o animal deve ser exposto à doença e então sobreviver à ela. Devido ao potencial risco de morte em doenças dessa natureza, vale a pena correr o risco?

A mensagem mais importante do VGG está, portanto, contida na declaração: ‘Devemos vacinar todo animal contra as principais doenças, e estudar as reais necessidades de cada indivíduo em receber vacinas não-obrigatórias.’

Segundo a diretriz da WSAVA: ‘Vacinas obrigatórias não devem ser aplicadas com frequência maior do que três anos’, ou seja, a cada três anos depois da primeira série de vacinas dos filhotes, ‘porque a imunidade é garantida por muito tempo e pode, até mesmo, durar por toda a vida do animal. Para assegurar a proteção contra determinada doença existe o teste de titulação de anticorpos.’ – Ronald D Schultz, Ph.D., Professor do Depto. de Patologias em Medicina Veterinária da Universidade de Wisconsin e membro do WSAVA.

‘Apenas uma dose das principais vacinas (contra cinomose, parvo e adenovírus em cães, e contra herpes, parvo e corona vírus em gatos), quando administrada com 16 semanas ou mais, é capaz de garantir (desde muitos anos até a vida inteira) de imunidade para um grande percentual de animais’, diz Schultz. (1998, 2000, 2006)

A razão pela qual é necessário vacinar novamente com 16 semanas é simples: os anticorpos maternos ainda estão no sistema circulatório e eles podem fazer com que as vacinas não funcionem. Dessa forma, idealmente, a primeira vacina pode ocorrer com 10 semanas de vida ou mais e a segunda dose um mês após a primeira, na 16ª semana aproximadamente.

Felizmente, mais e mais tutores estão cientes dessas normas e práticas, embora algumas vacinas, como a da leptospirose, ainda seja aplicada cedo demais. Isso porque a doença é uma zoonose (pode afetar humanos) e também por não haver informação suficiente à disposição para responder se existe de fato o risco da doença na região ou se o animal em questão está em risco.

Cães miniatura são mais propensos as reações anafiláticas depois da administração da dose contra a leptospirose. Salvo se ele estiver em áreas de risco, a vacina não é recomendada para esses cães. Já a vacina contra tosse do canil (Bordetella) é totalmente opcional.

No caso dos gatos, a vacina contra leucemia não é obrigatória se o bichano não se encontra em área de risco.

Em resumo

Não há dúvidas de que existem opiniões controversas sobre a vacinação dos animais de companhia. Veterinários e até mesmo o público em geral estão mais conscientes sobre os protocolos de vacinação. Mas, apesar de todo esforço por parte dos profissionais de cuidado e saúde animal, ainda predominam os interesses financeiros da indústria farmacêutica.

Ademais, veterinários não querem deixar de lucrar com a administração de vacinas em doses anuais e estão, também eles, com medo de serem processados se aconselharem contra os princípios dessa mega indústria, que amedronta o seu público com a indicação de reforços anuais. Por fim, tutores são levados a acreditar que é mais barato fazer o reforço anual do que o teste de titulação de anticorpos.

Existe também as regulamentações dos canis, hotéis e companhias aéreas, que obrigam os seus clientes a apresentar a carteira de vacinação “em dia”. Isso sem falar na ansiedade dos tutores em sair com seus cães e gatos, levando-os a vaciná-los antes das 10 semanas de vida.

É necessária uma mudança de paradigma na mentalidade dos tutores e também dos profissionais. O tutor precisa escolher o melhor veterinário para seus bichos. E o melhor nem sempre é aquele que impõe suas práticas, mas sim aquele que explica, ensina e atua em parceria com o dono. Inclusive, orientando sobre a melhor forma de proteger seu animal de estimação contra doenças antes das vacinas.

As diretrizes estabelecidas aqui não são obrigatórias e o seu veterinário não precisa segui-las à risca se não julgar necessário. Elas, as diretrizes, existem para “nos guiar” quanto ao uso responsável e efetivo das vacinas. Veterinários, por sua vez, precisam parar de se render à pressão da indústria farmacêutica e fazer o que é melhor para os animais confiados aos seus cuidados.

As especificações das vacinas são claras quanto à proibição do seu uso em animais comprometidos ou adoecidos. Isso deveria ser o suficiente para renunciar o uso em animais com idade avançada (sete anos ou mais, a depender da raça) e naqueles com problemas crônicos de saúde. O diálogo aberto entre veterinários e tutores é sempre a melhor saída.

Com alguma sorte, o desenvolvimento de testes de titulação a preços mais acessíveis inibirá a vacinação desnecessária por “evidência comprovada” de imunidade.

Opte pelo reforço somente se a dosagem de anticorpos estiver realmente baixa e se o seu animal estiver em risco. Ao invés de ficar calculando quanto você vai gastar em vacinas, o veterinário tem que focar na sua conscientização e assegurar o cuidado do seu animal com check-ups anuais independentes de vacinação.

É papel dos médicos veterinários instruir os tutores a cuidar de seus animais de estimação de forma completa e verdadeira.

 

Referência bibliográfica

Whiter, Elizabeth and Dr Rohini Sathish MRCVS (2015). You can heal your pet. The Practical Guide to Holistic Health and Veterinary Care. London, UK: Hay House UK Ltda.

 

 

 

Zebras não têm úlceras

O homem é o único animal capaz de manter o seu pensamento em temas do passado ou situações futuras por toda sua existência.

Estamos programados assim e é natural nos estressarmos diante das preocupações. O que não é natural para a raça humana é a sensação de ameaça constante, criada por esse fenômeno de antecipação (quando nos preocupamos com coisas que ainda nem aconteceram e talvez nem aconteçam) porque o nosso organismo não está adaptado para isso. O corpo humano não aguenta adrenalina e cortisol 24 horas por dia.

“Faça uma breve lista das coisas que lhe tiram o sono. Certamente o trânsito, os prazos, as relações familiares, o orçamento, e por aí vai, serão citados. Mas, e se eu disser ‘você está pensando como um ser humano. Pense como uma zebra por um instante.’ De repente, sua lista mudará para: ataques de predadores, danos físicos, dor, fome.”

Pense como uma zebra.

É assim que o neurobiologista e primatologista da Universidade de Standford, Robert M. Sapolsky, explica como o estresse prolongado causa ou intensifica os problemas físicos e emocionais dos seres humanos, incluindo doenças como depressão, úlceras, ataque cardíaco, entre outras. Quando nos preocupamos ou experimentamos situações de estresse, nosso corpo ativa as mesmas respostas fisiológicas que o corpo de qualquer outro animal, mas nós não desligamos nosso mecanismo de resposta da mesma forma. E isso pode nos deixar literalmente doentes. Muito doentes.

Em outras palavras, as zebras não têm úlceras porque desligam na hora certa, ou seja, não ficam pensando no assunto ou na dor por semanas a fio.

Pensar como uma zebra é encontrar caminhos para simplificar a vida. Portanto, se você quer viver bem comece a cuidar de sua mente e a gerenciar seu estresse.

Mas, como gerenciar o estresse em tempos modernos?

anger management
Imagem: Divulgação

“Temperamento é uma coisa muito dificil de se livrar.” – Dr. Buddy Rydell, no filme Tratamento de Choque.

Como indivíduos, cada um de nós tem um temperamento com o qual respondemos aos estímulos externos para viver harmoniosamente em sociedade. Quem é que não se lembra do tratamento de choque recebido por David, personagem de Adam Sandler, pelo Dr. Buddy, interpretado por Jack Nicholson, no filme de mesmo nome.

Na comédia, o terapêuta, com seus métodos pouco ortodoxos, nada mais faz do que ajudar David a encontrar seu ponto de equilíbrio, fundamental para o gerenciamento do estresse.

Ele quase enlouquece a personagem de Adam Sandler com suas próprias manias, deixando para o expectador sentimentos antagônicos de frustração e satisfação. Convenhamos, um ataque de fúria até que seria perfeito para aquela situação complicada no trabalho. Não? Tudo bem, pode ser no trânsito, na escola, na fila do supermercado.

Qualquer que seja a situação, a depender da importância que ela tem em sua vida, ela acaba por definir quem você é.

Nada raro ouvir um nome precedido de um cargo. “Fulano de tal, presidente da Melhor Empresa do Mundo.” Pobre fulano de tal, deixou de ser alguém para ser objeto pertencente à uma empresa, na cabeça de quem fala, maravilhosa.

Quer coisa mais estressante para a mente do que gerenciar esse status?

“Não quero que diga o que você faz. Quero que diga quem você é.”

Mais uma fala do Dr. Buddy Rydell. Tão simples e tão intrigante.

Você! Quem você é?

Não está na hora de se perceber?

Então, voltaremos aos conceitos explorados com bom humor, realidade e nada de auto-ajuda no aclamado guia Por que as zebras não têm úlceras de Sapolsky, um dos mais sérios estudos científicos sobre a qualidade de vida do homem.

Primeiro vamos entender resumidamente que a cabeça comanda o corpo. Ela envia mensagens através dos nervos que se ramificam desde o cérebro passando por toda coluna vertebral até as extremidades, controlando desde os movimentos voluntários, como quando acenamos um adeus até os involuntários, como quando coramos por timidez.

Pronto, sabemos que o nosso cérebro é o ponto central para a saúde do nosso corpo.

Hora de reavaliar nossas atividades cerebrais e aprender a agir para evitar que nossos mecanismos de defesa nos tornem vítimas da somatização.

Um exercício muito denso, íntimo e antigo. O exercício do autoconhecimento, a base da filosofia de Sócrates – 399 a.C. : “conheça-te a ti mesmo”.

O que Sócrates pregava era que nós devemos nos ocupar menos com as coisas (riqueza, fama, status) e passarmos a nos ocupar com nós mesmos.

Conhecendo a mim mesmo, passo a saber como modificar minha relação para comigo, com os outros e com o mundo. Conhecendo a mim mesmo, passo a gerenciar as tensões constantes que dão origem ao meu estresse.

É preciso conhecer-se. Sem o alicerce do autoconhecimento, de nada adianta o alerta de amigos, familiares e até mesmo do seu médico. Você precisa estar realmente comprometido com o seu eu interior.

Somente assim achará meios de drenar as suas preocupações, viver em harmonia com as pessoas ao seu redor e ter saúde, física e mental.

Cuidar de si mesmo é a tarefa mais árdua do ser humano. E ela não pode ser postergada para os finais de semana. Reserve um tempo para você mesmo todos os dias. Fazendo isso, verá que a mudança virá naturalmente, tanto para você como para todos ao seu redor.

Pense, se você estiver bem todo o mundo estará também. Essa frase nunca foi tão verdadeira.

stress management
Imagem: Divulgação

Desconheço a existência de uma receita mágica para o gerenciamento do estresse. Isso porque cada pessoa é única. A realidade, entretanto, é uma só: se preza por sua longevidade e por sua saúde, cuide-se. E comece por não se estressar com essa demanda. Você não quer sofrer de um mal crônico, quer?

Calma. Respira. Goosfraba…

Existe luz no fim do túnel e alguns caminhos podem ser seguidos.

Os seis passos seguintes são um resumo extraído e adaptado do guia das zebras, que não é para zebras (você já entendeu a brincadeira). Algumas dessas ideias fazem parte da oração da serenidade, do teólogo Reinhold Niebuhr, no final desse texto:

1- Em face de uma terrível notícia fora de controle, aquele que age com a razão tende a se sair melhor. Esteja positivo, mas não negue a possibilidade de que as coisas podem não melhorar. Encontre o seu equilíbrio nessas situações. Torça para o melhor ao mesmo tempo em que parte de você está preparado para o pior.

2- Viva o hoje. O presente é o momento certo. Seria maravilhoso quebrar em pedacinhos o muro de lamentações do passado e preocupações do futuro, entretanto, mais incrível que isso é perceber como pequenas soluções do dia a dia podem calçar nossos pés nos dando o apoio necessário para escalá-lo.

3- Informação precisas e previsíveis são muito úteis. No entanto, essas informações não são úteis se chegam muito cedo ou muito tarde. A quantidade de informação, por sua vez, já é extremamente estressante. Pra quê ficar batendo na mesma tecla?

4- Encontre a vávula de escape para suas frustrações. Seja ela qual for, pratique regularmente. Isso beneficiará os seus relacionamentos. Afinal, não se está fadado a ter úlceras tentando evitá-las.

5- É importante encontrar meios de sociabilização e suporte. Mesmo se você faz o tipo individualista, a maioria de nós só tem a ganhar sentindo-se parte de um grupo ou algo maior do que nós mesmos. É preciso pertencer.

6-  Seja paciente. Levamos uma vida inteira tentando ser bons companheiros para nossos pares. Erramos com frequência sobre o olhar de reprovação do outro. O importante é saber que estamos fazendo o nosso melhor.

oracaodaserenidade

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Não poderia terminar esse texto sem citar a música When you’re smiling na cena do filme em que Dr. Buddy arremessa o prato com ovos que David preparou para seu desjejum. A letra diz: “quando você está sorrindo, o mundo inteiro sorri com você. Quando você está chorando, você traz a chuva… Então, pare de suspirar. Continue sorrindo.”

Encontre Momo

O designer gráfico Andrew Knapp brinda seus seguidores de forma divertida. Momo, seu companheiro inseparável, um border collie de quatro anos e meio, é a estrela de suas imagens, mas… Onde é que está Momo?

© obvious: http://lounge.obviousmag.org/miscelanea/2014/11/find-momo.html#ixzz3IO9umV00

O designer gráfico Andrew Knapp brinda seus seguidores de forma divertida.

Momo, seu companheiro inseparável, um border collie de quatro anos e meio, é a estrela de suas imagens, mas… Onde é que está Momo?

MOMO 4Andrew mora em Ontário, Canadá, e é um admirador das paisagens da região. Ele tem como companheiro, Momo, seu border collie, que está sempre se escondendo no cenário de suas fotografias.

Tive contato com o livro FIND MOMO (Encontre Momo) num momento peculiar. Eu estava recepção do Hospital Veterinário de minha cidade esperando pelo resultado do ultrassom de minha companheira peluda, que mais tarde traria a triste notícia de seu câncer maligno.

Parada ali, cheia de incerteza, tomei um ar e passei a observar o comportamento de cada um dos indivíduos presentes naquela cena de clima hospitalar.

Eu chorava. Uma senhora também chorava com seu gato no colo. Outro senhor esperava com o cachorro na maca, e mais um, de jovem semblante, com o cachorrinho tremendo entre as suas pernas.

Éramos todos seres racionais naquele cenário animal. Éramos e somos frágeis e ao mesmo tempo fortes, pelo menos para nossos amigos bichos, afinal eles confiam na gente.

Eu sabia da crise mundial, da revolta Síria, da fome na África, da corrupção no Brasil. Nada disso parecia importar naquele exato momento, mesmo assim eu pensava nas milhares de pessoas mais frágeis que todos nós ali, juntos, e também me perguntava e ainda pergunto como ajudar.

Sempre existe uma maneira. Sempre.

Só precisamos achar. E assim, tentando achar, encontrei MOMO.

Chorava de novo enquanto agradecia muda e ainda agradeço tanto, a presença de minha cadelinha na minha vida e no coração de minha família.

MOMO está longe de ser a expressão cultural de uma época ou de um momento histórico. Tampouco é obra para ser explorada com críticas pela sua forma de expressão. MOMO é o que você vê. Simples assim. E é, a meu ver, como devemos, nós, humanos, também ser. Simples por natureza.

MOMO 2MOMO 3 MOMO 5 MOMO 6 MOMO 7 MOMO 8 MOMO 9

Fotos: Reprodução / Facebook (gofindmomo) e Instagram (andrewknapp)

Find Momo … Para a minha Lolinha, meu amor eterno e minha gratidão. Porque eu te encontrei um dia.

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OBVIOUS

Miscelânea na Obvious Magazine

Obvious

Oba! Agora tenho mais mais um meio para falar com vocês através de meus textos.

O Miscelânea ganhou um espaço na obvious magazine e eu estou muito feliz e grata por isso.

A revista foi criada em 2003 e é uma das maiores referências no Brasil e em Portugal, com uma audiência de milhões de leitores.

O conteúdo online é parte de um grande projeto onde todos os autores são voluntários selecionados pela qualidade de seus textos para escreverem periodicamente.

Aqui escrevo de maneira mais informal. Por lá, o Miscelânea vai ganhar um tom mais indireto.

Um outro olhar com os mesmos óculos.

No texto de estréia eu falo do filme A vida secreta de Walter Mitty (2013), estrelado e dirigido por Ben Stiller.

Surpresos?

Pois é, eu também!

Todo o conteúdo da obvious é uma porta para desvendar novos territórios criativos. Tenho certeza de que vocês vão curtir.

Vão ver que não é só o filme. Tem mais no texto porque a história é demais e a reflexão é ampla.

A minha intenção ao escolher falar sobre esta obra não foi explicar ou explorar aspectos técnicos e sim abrir um campo para as ideias sugeridas pelo próprio tema (Pare de sonhar. Comece a viver). Afinal, (ainda) não sou uma cinéfila declarada.

Encontrei informação de primeiríssima qualidade no texto da Raquel Moritz, do pipoca musical. Para conhecer sobre o trabalho de criação, entrevista com Ben Stiller, bastidores e, aos admiradores de música, toda a trilha sonora, recomendo a leitura clicando aqui.

Com o tempo, vou transitar com o conteúdo de lá pra cá e vice-versa, mas agora quero que ele “esquente” primeiro por lá, por isso deixo o convite e algumas fotos.

As imagens são da Fox Sony Pictures HE Brasil.

a vida secreta de walter mitty (1) a vida secreta de walter mitty (2) a vida secreta de walter mitty (8)