A Ilha do Mistério

Que tal voltar o seu olhar à real necessidade de seu filho?
Ao menos, tente. Vai descobrir que vale a pena.

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Hoje recebi mais um livro da escola de minha filha para uma leitura compartilhada.

A iniciativa faz parte de um projeto que já vem sendo aplicado na instituição há algum tempo e visa um momento em família, com uma leitura agradável para todos.

O mais interessante é que após a leitura, cada criança faz um desenho e cada família escreve um recado para a escola deixando um parecer sobre a história.

Aqui em casa todos gostamos muito do objeto livro.

A leitura é uma prática tal e qual escovar os dentes. É parte da rotina a troca do livro de cabeceira, especialmente para o papai.

Daí, quando recebemos essas recomendações, tudo vira festa.

Mas, a questão que quero levantar neste artigo é o modo como recebemos os estímulos externos aos que estamos acostumados no nosso dia a dia, no nosso lar.

Isso porque, curiosa, li todas as observações que os pais dos amiguinhos de minha pequena deixaram sobre um livro anterior, da editora Brinque Book.

E fiquei impressionada ao constatar que apenas a nossa família e a de outro amigo haviam gostado do livro.

Até aí, tudo bem, porque gosto como minha avó já dizia: não se discute.

O que me admirou foi a quantidade de devolutivas por escrito, com pais questionando a indicação feita pela escola, achando o livro desinteressante e inadequado para a idade.

A Brinque Book é uma editora muito séria e trabalha com autores cujas obras são reconhecidas mundialmente. Todos os livros possuem histórias com uma moral e todos possuem uma classificação etária recomendada.

A Ilha do Mistério está dentro da faixa de minha filha.

Os pais disseram terem perdido o interesse pela leitura porque o filho não encontrava a resposta para os enigmas que o livro impunha em cada página.

E, eu só vou contar um segredinho, porque senão vocês saberão as charadas, caso venham a ler o livro: muitas respostas só são encontradas quando se vira o livro de cabeça para baixo.

Compreendo que nem sempre é possível uma leitura agradar a todos, mas é preciso rever alguns valores antes de julgarmos uma obra ou uma proposta, porque nem sempre o desafio está em atingir um objetivo. Às vezes, o maior desafio é tentar! E, neste caso, como exemplo para as crianças, tentar era importante, independente do resultado.

Por favor, meus leitores, não desistam daquilo que é importante para seus filhos. Eu lhes peço.

Palitos de sorvete, papéis de propaganda, tampinhas de garrafa, e tantas outras “coisas” que a gente considera bobagem, podem se tornar mega construções, blocos de anotações de escritórios imaginários e muito mais.

Vamos tentar voltar os nossos olhares às reais necessidades de nossos filhos.

Vamos considerar todas as hipóteses antes de desistirmos. Vamos, pelo menos, tentar!

Cedo ou tarde, a falta de exemplos deste tipo pode induzi-los a achar que são incapazes e por não quererem tentar, podem nos matar para justificar uma falta na aula de trigonometria.

Você não vai querer morrer antes de ver seu filho crescer, vai?

Acessem o site da Brinque Book. Vale a pena conhecer:

www.brinquebook.com.br

Todos os livros, sem exceção, trazem lindas histórias. Pais e mães de verdade saberão reconhecê-las.

 

Texto originalmente publicado no portal www.eladela.com.br

4 comentários em “A Ilha do Mistério”

  1. Fabíola.

    Eu comprei este livro para meu filho pois ele adora um mistério. e foi bem legal fazer com ele os desafios. Porém queria uma dica da parte “jardim das estátuas”: onde está o caracol?

  2. Oi Miriam! Que surpresa agradável receber sua pergunta depois de tanto tempo. Não imagina a alegria que é saber que minhas palavras ainda estão vivas e, melhor, instigando leitores. Antes de qualquer coisa: obrigada.
    Na época dessa leitura nós emprestamos o livro, por isso não o tenho mais em mãos. Se tivesse a imagem do jardim, estou quase certa de que me lembraria. Mas eu sou persistente, e não me contentei e te deixar sem uma resposta (apesar de querer firmemente que descubra, porque o melhor do livro é a descoberta), então vou te contar um pouco das dicas que achei navegando na Internet e você me diz se te ajudaram. Uma delas diz que está próximo do garoto na baleia. Faz sentido? Outra diz que está à direita deste mesmo garoto e uma terceira acrescenta que ambos, garoto e baleia estão à direita do pavão e por conseguinte o caracol logo abaixo para a direita.
    Lembro-me de virar o livro de cabeça para baixo muitas vezes para tentar decifrar os mistérios. Outras vezes também lembro de ter matado algumas charadas juntando algumas letras soltas nas imagens e nas laterais.
    Passei horas debruçada na leitura com minha filhota.
    Tão bom recordar esse momento.
    Você me proporcionou isso.
    Viver essas lembranças me trouxe muita alegria.
    Tenho que te agradecer novamente, me perdoe o excesso.
    Espero ter te ajudado.
    Deixo um abraço e o desejo sincero de muita diversão com seu filho nesta e em outras leituras.

  3. Boa tarde!
    Tenho este livro desde quando criança e nunca consegui encontrar o cisne na cena do Vulcão, será que você pode me ajudar? hahaha
    Obrigado!

    1. Oi Felipe! Que bom saber que depois de tanto tempo o artigo sobre a Ilha do Misterio ainda gera curiosidade no leitor. Sabe, minha filha, naquela época, emprestou o livro na escola. Nós não o temos, portanto. Mas, quem sabe se vc me mandar uma foto da página (pepitarp@hotmail.com) a gente não brinca de novo. Vai ser divertido! Obrigada pela leitura e companhia por aqui. Um abraço!

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