Há males que vêm para o bem

O tratamento ‘natural’ é uma abordagem distinta para a saúde e cura que reconhece o animal como um todo. Nessa abordagem, a “doença” é definida como a falta de saúde que resulta quando qualquer célula não está funcionando com toda sua capacidade, devido a um trauma, toxicidade, falta de comunicação ou mesmo a combinação desses fatores.

cat-1539610_1280Saúde não é necessariamente a ausência de doença. Antes de mais nada, ela é uma condição de equilíbrio universal em todos os níveis: físico, emocional e mental.

O tratamento ‘natural’ é uma abordagem distinta para a saúde e cura que reconhece o animal como um todo. Nessa abordagem, a “doença” é definida como a falta de saúde que resulta quando qualquer célula não está funcionando com toda sua capacidade, devido a um trauma, toxicidade, falta de comunicação ou mesmo a combinação desses fatores.

Qualquer estresse, seja ele a falta de nutrição adequada, um bombardeio de poluição e toxinas, a falta de descanso suficiente etc., é capaz de derrubar a saúde resultando em doença. O corpo paga o preço por violar as leis da natureza (já falei sobre elas em outro momento, mas vale lembrar: nutrição, exercício, água, sol, ar fresco, descanso, moderação e fé).

Sob esse olhar, uma doença não é ‘pega’, mas sim facilitada quando o corpo está fraco ou suscetível.

Daí a importância da nutrição adequada, dos exercícios regulares, da ingestão de água, do descanso, e por aí vai, para formar uma barreira de proteção contra qualquer mal.

À medida que você leva o seu animal de estimação para um caminho mais natural, a fim de melhorar a sua saúde, como parte do processo de cura, o corpo começa a descartar resíduos tóxicos que se acumularam ao longo do tempo. Lembre-se que corpo vai sempre, e naturalmente, buscar o equilíbrio de suas funções, de sua homeostase.

Devo dizer, nenhum processo ocorre sem repercussões.

Durante a fase inicial de qualquer tratamento natural, o corpo precisa limpar a casa, por assim dizer, e o primeiro passo é jogar fora toxinas acumuladas.

Essa fase, referida em inglês como the healing crisis (em português, a crise da cura), é definida dessa forma simplesmente porque o corpo apresenta sintomas semelhantes a uma doença, quando entra em crise para reestabelecer a sua energia vital e reparar os órgãos internos.

O que acontece nesses momentos, nada mais é do que o trabalho sinergético de todos os sistemas para eliminar resíduos de produtos ou toxinas para a regeneração interna. Em outras palavras, tecidos velhos estão sendo substituídos por novos.

A diarreia é um dos sintomas que seu animal de estimação pode experimentar quando seu corpo começa a eliminar toxinas acumuladas.

Ao contrário do que pensamos, ela não é uma vilã, tampouco uma doença. Ela é um sintoma que faz parte da desintoxicação. Um sinal de que o corpo está eliminando o que não está legal.

É comum ocorrer quando da mudança de um modelo de dieta, picos hormonais, nervoso, medicação, ou mesmo ingestão de bactérias estranhas ao organismo.

Assim sendo, a diarreia é uma defesa natural e, antes de mais nada, uma grande aliada da saúde.

Um dia ou dois não faz mal e até ajuda. Depois disso, a casa já está limpa, melhor que ela pare ou vai causar uma desidratação.

Como ajudar de modo natural?

Você já ouviu falar em “remédios para desintoxicação”?

Esses remédios nada mais são do que probióticos enzimáticos usados para reestabelecer o balanço das bactérias da flora intestinal.

A flora intestinal, cabe aqui a observação, abriga uma porção de bactérias.

São mais de 100 trilhões de microrganismos, cerca de 400 espécies diferentes de bactérias, vivendo em harmonia nesse ambiente hostil. Às várias colônias dessas bactérias damos o nome de microbioma.

Vale também ressaltar que somos iguais aos nossos bichos nesse sentido, ou seja, temos milhares de bactérias vivendo no nosso organismo.

Estudos afirmam que o microbioma é o responsável pelo equilíbrio das funções corporais, desde a produção de enzimas até a proteção de ataques externos de vírus e outros microrganismos.

É o microbioma da flora intestinal que vai acabar com a diarreia – ou começar com ela, a depender do estágio de desintoxicação.

Pensando de forma simples, se as bactérias vão ajudar, então vamos tratá-las bem, certo?

Isso mesmo. Vamos então:

  1. Mandar mais ajudantes (mais bactérias beneficiais) = pro-biótico;
  2. Mandar alimento para todos (fibras não digeríveis, mas que fermentam nos intestinos e estimulam o crescimento das bactérias probióticas) = pre-biótico.

O trato intestinal de nossos cães e gatos possuem suas próprias bactérias (mais ou menos na ordem de: 75% de bactérias ‘do bem’ para 25% de bactérias ‘do mal’) e por isso, em casos de crise aguda, o ideal é buscar por alimentos que mais dizem respeito às suas naturezas, nesse caso, probióticos à base de organismos da terra (os SBOs) são os mais recomendados.

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Tripas são excelentes probióticos naturais, que também oferecem enzimas digestivas. Alimentos como Kefir, iogurte e queijo cottage também ajudam.

No caso dos prebióticos, procure alimentos naturalmente fermentados como chucrute, ou os que fermentam no organismo tornando-se boas opções como a maçã, a banana e o cogumelo. Sempre em quantidades pequenas e, preferencialmente, ofertados em refeições diferentes, porque a depender da acidez provocada, isso pode gerar um ambiente desfavorável para as bactérias probióticas.

Outros alimentos que ajudam no reestabelecimento do organismo em casos de diarreia são os caldos caseiros. Um bom caldinho de carne ou galinha, que pode até ser preparado com os ossos, desde que esses sejam retirados na hora de servir, ajudam a hidratar além de fornecerem vitaminas importantes para a produção celular.

Chá de camomila com gengibre é excelente para aquecer a barriguinha dos nossos queridos bichos. Use a própria flor ou, no caso dos chás industrializados, procure os sem cafeína, prepare uma xícara com um dedinho de gengibre picado na infusão e ofereça aos poucos ao longo do dia. Os pedacinhos de gengibre podem ser comidos sem problema, essa raiz é um excelente anti-inflamatório natural.

Cães adultos se beneficiam do jejum e até deixam de comer por conta, usando de seus próprios mecanismos de sobrevivência em situações de crise. O mesmo não vale para os gatos, porque os bichanos não param sua produção de enzimas digestivas e, por isso, precisam comer menores quantidades de comida mais vezes ao dia.

Ufa! Tudo isso para dizer: há diarreias que vêm para o bem.

Muitas vezes, as crises assustam o tutor, mas é preciso lembrar que elas são uma ocorrência natural que fazem parte da desintoxicação.

Com paciência, compreensão, bons alimentos, e o bom equilíbrio do microbioma de nossos animais de estimação não há o que temer e o resultado é saúde, na certa!


Quero deixar aqui o link dos cientistas, entre eles diversos PhDs, que estão revolucionando o assunto nos EUA, ainda não traduzido para o português, mas eu tenho certeza de que as ferramentas de tradução online cumprem seus papéis nessa hora. Isso porque, esse papo todo aí vale também (e muito!) para a gente.

Precisamos cuidar do nosso ‘ambiente interno’, do nosso microbioma, ou seja, das nossas bactérias, da mesma forma que elas cuidam da gente! Papo doido? Não é não! Vai lá ver: www.ubiome.com

Sopa de osso

Receita nº 1 da série ‘Dora na Cozinha’ | Caldo de Mocotó.

Publicada originalmente no e-book do site Cachorro Natureba

Todas as vezes que preparo o caldinho de mocotó, tutano ou carne com ossos lembro do conto judaico da sopa de botão de osso. Essa é uma história sobre a fraternidade onde as pessoas, juntas, preparam uma enorme e saborosa sopa para toda uma comunidade faminta.

Assim como a sopa de botão, o caldo é uma tradição muito antiga e o resultado, uma das sopas mais nutritivas que conheço.

Aqui em casa, o meu caldinho se chama “sopa de osso” e não falta na dieta da Dora. Ela adora.

Além de ajudar na manutenção da saúde do sistema digestivo, auxilia na desintoxicação do fígado e dá uma levantada no sistema imunológico. É excelente para os ossos e articulações. Riquíssimo em minerais como: cálcio, silício, enxofre, magnésio e fósforo.

Aí vai a minha receita passo a passo.

Antes porém, uma palavra. Não se preocupe em deixar o seu caldo com o mesmo aspecto que o meu. A minha avó sempre falava: o resultado final de um prato está nas mãos de quem cozinha.

Vai ficar delicioso. Pode apostar.

Preparativos

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Para uma porção generosa, mais ou menos dois potes grandes, você vai precisar de três ossos da canela do boi.

Dica: peça para seu açougueiro cortar, assim cabe melhor na panela.

Dou sempre preferência para alimentos frescos e, sempre que possível, orgânicos.

Nessa receita, adicionei alguns dedinhos de açafrão da terra e gengibre frescos, além de uma colher de chá de pimenta preta, manjericão, cenoura e óleo de coco.

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Escolhi o manjericão por sua propriedade digestiva, e a cenoura porque é rica em Vitamina A, que ajuda na síntese do colágeno. Quer combinação mais perfeita?

Aprendi que o açafrão da terra (e também o gengibre), ingrediente básico na culinária indiana ayurvédica, que consiste na ingestão de alimentos que geram o equilíbrio e bem estar do organismo, é um santo remédio. Além de ser bom para a digestão, possui propriedades anti-inflamatórias e é um potente aliado do sistema imune. Eu sempre tenho pasta de açafrão em mãos (uma mistura de água, açafrão em pó, pimenta e óleo de coco). Aqui, eu copiei os ingredientes para conferir o mesmo valor nutricional.

Cachorro pode comer pimenta?

Sim. Sem exageros, ela é segura e, neste caso, serve para potencializar os nutrientes do açafrão. Um pouquinho de pimenta é o suficiente para aumentar a biodisponibilidade do açafrão em 2000%. Você leu certo: dois mil por cento. É como se ela fosse a encarregada de dizer ao fígado “não joga isso fora, por favor”. 

Primeiro passo: descansando os ossos, água e vinagre

Na própria panela ou numa vasilha à parte, descanse os ossos por uma hora, cobrindo-os com água filtrada e duas colheres de sopa de vinagre de maçã ou suco de limão.

A acidez do vinagre ou limão é a mágica que faz com que os minerais contidos nos ossos sejam transferidos para o caldo e é também o que ajuda a garantir a consistência gelatinosa.

Segundo passo: fervendo

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Preciso confessar algo, cozinho à olho e geralmente não sei medidas exatas, tampouco tempo. Mas juro que medi essa receita para poder detalhar. Só esqueci de contar o tempo desse segundo passo, mas eu explico. É bico, quer dizer, é sopa.

Leve os ossos com a água do molho ao fogo até levantar fervura, dessa forma, você consegue dar uma “limpada” nos ossos.

Esse não é um passo obrigatório, mas como também uso o caldo nas minhas receitas, gosto de passar por esse processo.

Levantou fervura, pronto. Passa tudo na peneira e volta tudo coado para a panela.

Terceiro passo: cozinhando por 24 horas

Agora é só acrescentar um pouco mais de água filtrada, apenas para cobrir os ossos, e os demais ingredientes, com exceção do óleo de coco.

Se estiver preparando na boca do fogão, acerte o fogo para o mínimo, bem baixo mesmo. Se o seu fogão possui aquelas chapas para distribuição de calor na panela, considere colocar o caldeirão sobre ela. Se for usar uma panela de cozimento lento, tipo slow cooker, é só acertar o tempo para 24h e esperar.

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Algumas pessoas questionam se deve mesmo cozinhar por tanto tempo e se na boca do fogão a água não seca mais rapidamente.

Quanto maior o tempo de cozimento, maior o desprendimento dos minerais dos ossos, ou seja, maior o aproveitamento de seus nutrientes. O objetivo é esse, certo? Na boca do fogão é mais complicado medir a temperatura da água durante o cozimento. O fato é, ela ferve baixinho, o que não acontece na slow cooker, por exemplo. E isso faz sim com que ela também evapore. Por isso, se você prepara na boca do fogão, precisa ficar mais atento ao cozido, apenas para garantir que ele não vai secar e grudar no fundo da panela, completando com água sempre que achar necessário. Por outro lado, vale ressaltar que, quanto mais reduzido o caldo, mais gelatinoso e firme.

Quarto passo: retirando os ossos

Você vai notar que durante todo esse tempo, o tutano (miolo) do osso já se soltou, então agora só precisa de um empurrãozinho para cair na farra, quer dizer, no caldo. As carnes e cartilagens, que porventura estiveram nos ossos, a essa altura, também estarão amolecidas e fáceis de soltar. Raspe a colher para ajudar nesse processo. Vamos aproveitar tudo!

O osso vai sair limpinho. Descarte-o.

wp_20160920_075Quero fazer uma observação quanto aos ossos.

Essa receita não é exclusiva para ossos de canela de boi. Você pode usar qualquer osso. Eu já misturei pata de frango e também já fiz com um frango inteiro, nesse caso, pulei a etapa da fervura e retirei a carne no meio do cozimento para prepara-la desfiada no lanche de meus filhos.

Seja criativo!

A criatividade é um ingrediente mágico.

Quinto passo: passando o caldo no liquidificador

Nessa etapa, você tem o caldo com todos os ingredientes em pedaços. Transfira tudo para o liquidificador, mixer ou, veja o meu caso. Preguiçosa, porque não queria lavar o copo do liquidificar (caramba! O copo do meu liquidificador é um trambolho. Pronto. Falei.), “pesquei” os pedaços com uma escumadeira para bater no mini processador. Deu certo, dá uma olhada. 

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Sexto e último passo: peneirando

Esse tamwp_20160921_006bém é um passo opcional, uma vez que você já tem um caldo bem concentrado e com todos os ingredientes bem misturados

Ah! Deixa eu te dizer algo importante. Usei a cenoura, o gengibre e o açafrão com as cascas. Elas somem na mistura. Juro.

Peneirando ou não, agora é a hora da verdade. Mentira. Eu só estou brincando com as palavras. É a hora do óleo de coco. Uma ou duas colheres rasas de sopa. Misture bem e pronto.

Por ser um óleo muito estável, o óleo de coco não perde suas propriedades se submetido a altas temperaturas.

Opto por colocar depois por pura mania. Gosto de ver a gordura mais espessa do tutano boiando na água e gosto de saber que ela está indo embora na peneira. Nada disso é prejudicial aos nossos peludos, mas como já disse, a minha sopa de osso incrementa os pratos de toda família, então eu peneiro e também coloco o óleo depois, só para garantir que ele não foi descartado à toa.

Está pronto o seu caldo! Enquanto ainda estiver quente, ele permanece no estado líquido. É no esfriamento que você vai perceber a consistência mais firme.

Você pode separar em potes e conservar na geladeira por algumas semanas ou colocar em forminhas de gelo e congelar. Assim dura por meses!

Se rwp_20160921_025enderem muitas porções, sugiro congelar em potinhos. Apenas recomendo usar os de vidro por conta do tempo em que será conservado. Não confio nos plásticos para essas coisas, nem nos que dizem ser PBA-free.

Eu uso das duas formas. Do pote da geladeira, vou tirando colheradas para as minhas receitas de carne, ensopados, e até feijão. Os cubinhos do freezer, desenformo depois de prontos e conservo dentro de um saco tipo zip.

Ofereço um por dia para a Dora. Se está calor, ela devora congelado mesmo. Se o clima está mais ameno, deixo na geladeira junto da carne dela, assim descongela sem pressa e eu posso oferecer com a refeição.

Opa! Quase me esqueci. Sabe a papa que sobra da última peneirada?

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Então, eu não a descarto. Faço um purê de legumes e acrescento essa papa. Para a Dora, claro!

Nesse aí da foto, eu usei uma receitinha da Dr. Karen Becker: uma abobrinha crua, uma mini abóbora cozida (que pode ser substituída por batata doce ou mandioquinha) e uma maçã pequena ou meia maçã.

Escolha os legumes de tamanho similar e uma maçã realmente pequena (usei metade da maçã da foto e partes iguais da abóbora e abobrinha).

Particularmente, prefiro oferecer frutas à parte das carnes e vegetais, por conta da digestão mais rápida, pois ela fermenta no organismo. A questão das frutas merece um outro texto. Prometo escrevê-lo em breve.

Por ora, não se preocupe, veja o que fiz. Deixei a danadinha no vapor (com casca e tudo) junto da abóbora, na esperança de minimizar a fermentação no estômago da Dora. Assim, ela ganhou uma chance no prato.

A abobrinha pode e deve ser usada crua, assim se aproveita melhor as vitaminas A e C contidas nela. Ela é ótima aliada na manutenção e limpeza do organismo porque contém muita água e fibras, que facilitam a eliminação de toxinas até para os nossos bichinhos.

Misture tudo até virar um purê bem uniforme. Pode até colocar uma pitadinha de sal marinho e, claro, uma colherzinha de óleo de coco.

Gente! Me bateu uma fome.

Vou indo.

Aproveitem essa delícia. Depois me contem como ficou.

A Dora pediu para deixar uma lambida. “Será dada, Dorinha”.

Eu agradeço a companhia. Cuidem-se e até a próxima aventura culinária.

[Conversa de bastidores: ufa! Depois dessa, o povo vai pensar que eu mando bem na cozinha… Será que pegou mal falar do pote do liquidificador?]


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Fabíola Donadão é redatora, escritora, tradutora, como preferir. O mais importante para ela é ser a mãe da Dorinha, a miniatura schnauzer natureba que a inspira a criar receitas “para cachorro”. As duas moram no Canadá, onde Fabíola certificou-se em Fundamentos da Naturopatia e Nutrição para Carnívoros pelo American Council of Animal Naturopathy. Além dos textos, essa humana que leva a saúde de sua peluda muito à sério, continua estudando os alimentos e suas funcionalidades em busca da qualidade de vida para cães e gatos espalhados pelo mundo. É voluntária na Sociedade de Proteção Animal, praticante de yoga, Coach em nutrição animal e Dog Walker, sua paixão e exercício diário.

Let’s talk about peanut butter

Peanut butter. Is it good for you dog?

This post was originally published on Petmeifyoucan.com 

By Fabíola Donadão

Peanut butter. Is it safe for your dog?

Before answering the question, please, allow me to talk a little bit about this type of nut, originated in South America.

Did you know that peanuts are technically not nuts? They actually belong to the legume family, therefore, related to beans, lentils, and soy.

Yes, you read it well: legume family.

Okay, what a legume is then?

A legume is a simple, dry fruit contained within a shed or a pod. The most well-known legumes are peas, beans, peanuts, and alfalfa.

Legumes are high in protein, excellent sources of minerals and fiber.

Great, huh!? So, how can these vegetal proteins, minerals and fiber help my K9 carnivore friend?

In fact, they cannot help that much. In the book Raw and Natural Nutrition for Dogs, PhD Dr Lew Olson says “plant protein do not meet your dog’s nutritional needs”. As carnivores, the best protein source for our dogs is meat of any kind. That said, plant protein does not satisfy our dogs nutritionally and, even worse, they can create a host of other problems as well. Poor quality protein, according to Dr Olson, are taxing on our dogs’ liver and kidneys and over time can cause deficiencies that may compromise even the healthiest dog’s organs.

The peanut butter matter

Sorry, but I must say, it’s not safe for your dog even if it’s just ‘a treat’.

We all know that treats are part of the diet. The closest to the Nature they are the better the diet.

I highly recommend you read the article at Dogs Naturally Magazine that answered this question pointing a few things that are definitely not safe for our companion dogs and astonishingly bad for us. Following, a summary of the main reasons on why you should avoid peanut butter retrieved from the article written by Dana Scott.

#1. Most Peanut Butter Contains Aflatoxins (Which Cause Cancer)

Aflatoxins are naturally occurring mycotoxins produced by a fungus called Aspergillus.

And peanuts have them in spades.

Mycotoxins are one of the most carcinogenic (cancer-causing) substances on the planet and they’ve also been shown to be toxic to the liver. Aflatoxin is known to cause liver cancer in laboratory animals … and it would probably do the same in your dog.

#2. Most Peanut Butter Often Contains Harmful Fats

Trans-fatty acids are one of the most toxic food substances today. Trans-fats are the result of a highly toxic process that makes foods more stable, allowing them to sit on shelves for an extremely long time. Hydrogenation is the process of taking a plant oil, adding a nickel catalyst, heating it, and then removing the nickel catalyst.

The result is a highly toxic fat that causes diabetes, heart disease and chronic inflammation.

#3. Most Peanut Butter Contains Sugar

Think of white sugar as food for all of the nasty things we take our dogs to the vet for… like yeast (candida), bacteria, parasites – and cancer! The more we eat, the more they feast!

Sugar can also cause diabetes, food allergies, premature aging and low-level inflammation. And it feeds cancer cells.

Speaking of inflammation, that’s one more reason why peanut butter isn’t a great snack choice for your dog.

While peanuts are high in good monounsaturated fats, their omega 6 to 3 ratio is terrible! One cup of peanuts contains 35578 mg of omega-6 fatty acids and only 196 mg of omega-3 fats. Omega-6 polyunsaturated fatty acids (PUFAs) can trigger inflammation, so too much is not good.  The most common inflammatory conditions in dogs include allergies and joint disease.

It’s always good to remember that everything that is packed isn’t ‘natural’ at all. If you aren’t harvesting, sorry (again), it’s not 100% natural.

For dog’s sake! That’s the propaganda! I know that from experience, working in the field for more than 15 years! The advertisement guys are really good. They must be! Companies pay millions to advertise their products. But it’s our choice to be well informed to make the best decision for our companion pets.

If you used peanut butter before or are still offering for your dog, please, don’t make this a killer tool, just think about it and give yourself a chance to change this habit. Temperance is one of the laws of health, so, take your time, read about it, empower yourself and get ready to make positive changes for you and you pets.

Kong Stuffing Healthy Ideas

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As a Carnivore Nutrition Coach, I’ll always be in favor of meat. Meat. Meat. Meat.

Minced muscle meat together with organs are, for me, the best option for Kong toys.

Once they are frozen, the microorganisms are dormant and won’t cause any damage to your dog, who pH level in the stomach is 1-2. This low pH level is ideal for quickly breaking down protein and neutralizing harmful bacteria. No need to worry!

Not sure about meat? Okay. I’ll give you another option, because I know you won’t do it every single day (will you?). You know… Meat should always be the first option.

Cantaloupe with coconut milk

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Please, choose organic coconut milk to avoid risks of sugar or any conservative in it.

You’ll need, approximately, 1 small cantaloupe with ¼ of coconut milk.

Remove the skin and discard the seeds, then cut the cantaloupe in small pieces to blend together with the coconut milk. Once you have a puree, you can use it to stuff a few Kong toys, depending on their sizes. Take them to the freezer for at least 4 hours to serve while they are still frozen.

Please, remember

Meat is the best treat. But, if you are not going with meat treats, please, use the common sense and go with moderation.

 

Resources

http://www.dogsnaturallymagazine.com/3-reasons-peanut-butter-isnt-safe-for-dogs-or-people/

Olson, Lew PhD. Raw and Natural Nutrition for Dogs. 2015. North Atlantic Books. Berkeley, California.

Lee, Jennifer. Inner Carnivore. A guide to species appropriate raw feeding for dogs and cats. 2014. Alberta, Canada.

 

About the author

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Fabíola is a Social Communications Bachelor, specialist in Public Relations. So, ‘why is she talking about Natural Diet?’

Okay, let’s start over again.

She is a dog lover, a dog walker, a dog handler, a dog person. Her lifelong love for dogs led her to complete the Natural Dog Training, Behavior & Health Certificate and the Nutrition Coach Certification for Dogs & Cats with the American Council of Animal Naturopathy.

She lives in Canada with her family and their miniature schnauzer, Dora. Today, she works at Pet Me If You Can, a dog walk and sitting company owned by her dear friend Marianne Ferroni.

Fabíola has been helping dog owners in Brazil, her native country, and Canada.

The natural path to maintain the systemic health of our companion pets has her attention. This is the subject of her studies as well as nutrition based on the Nature.

When asked what to expect for the future, she says ‘Dogs tell me every day to live in the present. This is what I’m doing with gratitude for being part of these dogs’ journey. I feel honoured for writing this story’.